CDB, LCI & LCA

Os títulos de banco que pagam mais que a poupança, com a mesma proteção do FGC.

CDB, LCI & LCA
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Depois do Tesouro Direto, os títulos bancários são a segunda parada natural de quem sai da poupança. O princípio é o mesmo: você empresta dinheiro (agora para um banco) e recebe juros. A diferença está em quem garante, quanto paga e como o imposto morde. Vamos ao essencial.

LCI 95% do CDI (isenta)95% líquidoCDB p/ empatar (IR 15%)112% do CDICDB 100% do CDI (IR 15%)~85% líquido
Rendimento líquido equivalente: por que a isenção da LCI muda o jogo (prazo >2 anos).

O que é cada um

A conta que ninguém faz: líquido é o que importa

Um CDB de 110% do CDI parece melhor que uma LCI de 95% do CDI, mas o CDB paga imposto e a LCI não. A comparação certa é pelo rendimento líquido:

Equivalência rápida (prazo acima de 2 anos, IR de 15%): LCI de 95% do CDI ≈ CDB de 95 ÷ 0,85 ≈ 112% do CDI. Ou seja: para empatar com essa LCI, o CDB precisaria pagar 112% do CDI. Para prazos menores, com IR maior, a vantagem da LCI cresce ainda mais.

Em reais, para não ficar só na teoria: R$ 20.000 aplicados por 2 anos, com CDI a 12% ao ano. Num CDB de 110% do CDI, o rendimento bruto no período gira em torno de R$ 5.280, e depois do IR de 15% sobre o ganho (prazo acima de 720 dias), sobram cerca de R$ 4.488 líquidos. Na LCI de 95% do CDI, o rendimento bruto é menor, cerca de R$ 4.560, mas como não há IR, o líquido final também fica perto de R$ 4.560, cerca de R$ 72 a mais que o CDB, mesmo com uma taxa nominal "pior". A isenção da LCI não é um detalhe cosmético: ela muda o resultado final no bolso.

A rede de segurança: FGC

CDB, LCI e LCA contam com a garantia do Fundo Garantidor de Créditos: se o banco quebrar, o FGC devolve até R$ 250 mil por CPF por instituição (com teto global de R$ 1 milhão renovável a cada 4 anos). É por isso que bancos médios conseguem oferecer taxas maiores que os bancões: o risco extra é amortecido pela garantia. Regra prática: não passe de R$ 250 mil (já contando os juros futuros) num mesmo banco.

Liquidez: o detalhe que muda tudo

Como escolher na prática

  1. Defina o prazo primeiro: emergência → liquidez diária; 1-2 anos → CDB/LCI curtos; mais de 2 anos → aí vale caçar taxa.
  2. Compare tudo em "% do CDI líquido" usando a equivalência acima.
  3. Respeite o teto do FGC por instituição.
  4. Desconfie de taxas irreais: muito acima do mercado = risco maior do banco emissor. O FGC protege, mas o resgate pode demorar meses.
Este artigo tem caráter educativo e não é recomendação de investimento. Regras e taxas podem mudar, então confirme as condições vigentes antes de investir. Rentabilidade passada não garante resultados futuros.