COMO CALCULAMOS CADA NÚMERO
Transparência total: as fórmulas e regras por trás de todas as ferramentas, em linguagem simples.
Nenhum número do Mais Valor é caixa-preta. Esta página explica como cada
ferramenta calcula o que mostra — e também o que cada cálculo não
considera. Se encontrar algo estranho, fale com a gente.
Calculadora de juros compostos
A conta é feita mês a mês: saldo = saldo × (1 + taxa mensal) + aporte.
- Conversão de taxa: quando você informa a taxa ao ano, convertemos
para o mês de forma geométrica —
(1 + taxa)^(1/12) − 1 — que é o padrão
de "taxa efetiva" no Brasil. 12% a.a. vira 0,949% a.m. (e não 1%).
- Convenção do 1º aporte: o mês 1 não tem aporte —
consideramos que o primeiro aporte já está dentro do valor inicial. Todas as
funções do site (modo reverso, poupança, Monte Carlo, custo do atraso, sabático)
seguem essa mesma regra, então os números sempre batem entre si.
- IPCA no aporte: quando ativado, o aporte é corrigido uma vez por
ano, na virada do ano (nunca no primeiro ano).
- Retiradas: os saques consomem primeiro os juros acumulados; só
depois abatem o que você aportou. Durante a fase de retirada mensal, os aportes
ficam suspensos.
- Valor "real": quando mostramos o valor descontado da inflação,
dividimos por
(1 + IPCA)^anos — é o poder de compra de hoje.
- Monte Carlo e Cisne Negro: são ferramentas didáticas —
servem para visualizar volatilidade e o valor de aportar nas crises, não para
prever o futuro.
Simulador de carteiras (backtest)
Usa preços mensais reais dos ativos desde 1995 (início do Plano Real).
A cada mês, na ordem: a carteira rende com o mercado → entra o aporte → caem os
dividendos → acontece o rebalanceamento (se for o mês dele).
- Rentabilidade (CAGR): calculada por TIR (taxa interna
de retorno) sobre o fluxo real de aportes — a fórmula simples de "valor final ÷
aportado" erra quando há aportes mensais, porque trata o aporte do último mês como
se tivesse rendido o período inteiro.
- Dividendos: regra conservadora — cotas compradas no mês não recebem
o dividendo do próprio mês. Dividendos "em caixa" não ficam parados: rendem 100%
do CDI numa reserva separada.
- Ativo sem dado no período (ainda não existia, ou foi deslistado):
o dinheiro é redistribuído proporcionalmente para os demais — primeiro dentro da
mesma classe, depois entre classes — e tudo fica registrado no log da simulação.
- Volatilidade: desvio-padrão dos retornos mensais, anualizado
(× √12). Sharpe: retorno médio geométrico menos o CDI do mesmo
período, dividido pela volatilidade — exige 12+ meses.
- Máximo drawdown: medido sobre a "cota" da carteira (só retornos,
sem os aportes) — é a queda real que alguém investido no topo teria sentido.
- IR estimado (opcional): 15% sobre ganhos nas vendas do
rebalanceamento (20% em FIIs) e 15% sobre o rendimento da reserva. É uma
estimativa: não considera a isenção de R$ 20 mil/mês em ações, come-cotas
nem corretagem.
- Comparadores do gráfico: "IBOV/CDI (mesmos aportes)" investe cada
real que entrou na sua carteira no índice, nos mesmos meses. "Real (IPCA)"
desconta a inflação mês a mês.
Aba Projeção (e daqui pra frente?)
Cada futuro possível é montado sorteando meses reais do seu próprio
backtest (crises incluídas), mês a mês, com reposição — 1.000 futuros no total.
As linhas mostram os percentis: em 10% dos futuros o resultado ficou abaixo do
"cenário difícil" (P10); em 10%, acima do "cenário bom" (P90).
Não é previsão — é o passado embaralhado.
Carteira (consolidador)
- Preço médio: média ponderada das compras, em ordem cronológica;
vendas reduzem a quantidade mantendo o PM (regra da Receita). Desdobramentos do
extrato B3 entram como cotas a custo zero — o PM dilui sozinho.
- DY 12m: proventos dos últimos 12 meses ÷ valor de mercado atual.
YoC (yield on cost): os mesmos proventos ÷ preço médio de compra.
- Renda Fixa: corrigida com as taxas reais de cada dia
(séries históricas do Banco Central — CDI, Selic e IPCA), por dias úteis,
descontando fins de semana e feriados nacionais.
- Rentabilidade TWR: a rentabilidade "ponderada pelo tempo" encadeia
o retorno de cada mês descontando aportes e retiradas — é a métrica certa para
comparar com IBOV/CDI, porque remove o efeito de quando você aportou.
- IRPF (estimativa): um único cálculo alimenta todos os painéis, com
isenções de R$ 20 mil/mês (ações) e R$ 35 mil/mês (cripto), FIIs a 20% e
compensação de prejuízos por modalidade. Não cobre day-trade, exterior
(Lei 14.754) nem come-cotas — confirme com seu contador.
- Renda projetada (proventos): se você reinvestir todos os proventos,
a renda cresce a
(1 + DY)^anos — projeção conservadora, sem aportes novos
e sem valorização das cotas.
Cotações e dados
- Preços: intraday via planilha (a cada ~25 min no pregão) com
fechamento diário como base. Dado desatualizado aparece em amarelo
(stale) — nunca fingimos que um preço velho é atual.
- Sem dados, sem desenho: se um ativo não tem histórico, mostramos
"histórico indisponível" — o site não desenha gráficos inventados.
- Dividendos: coletados de múltiplas fontes e deduplicados
(pagamentos iguais no mesmo dia com pequenas diferenças de arredondamento
contam uma vez só).
- Indicadores fundamentalistas: Fundamentus/StatusInvest. O preço-teto
de Bazin usa a soma real dos proventos dos últimos 12 meses.
- Taxas oficiais: CDI, Selic, IPCA e poupança vêm da API pública do
Banco Central (SGS).
Aviso importante: o Mais Valor é uma ferramenta de estudo e
organização. Nada aqui é recomendação de investimento. Rentabilidade passada não
garante retorno futuro, e as estimativas de imposto não substituem um contador.
Todos os motores de cálculo passam por
testes automáticos a cada atualização do site. Achou um erro mesmo assim?
Conta pra gente — corrigir rápido faz parte da metodologia.